Newton Heráclio Ribeiro, Coronel Reformado da Cavalaria do Exército Brasileiro, saiu de Brasília para implantar o hipismo clássico no estado de Mato Grosso, em 1999. O seu amor pelo esporte e pelos cavalos começou muito cedo. Quando garoto, o Coronel, como é chamado com respeito e carinho por todos, foi corredor de cancha reta e, aos doze anos, iniciou no hipismo e não parou mais. Hoje, com 76 anos de idade, ele tem no seu currículo a participação em equipes brasileiras de hipismo e a disputa de vários campeonatos nacionais e internacionais.
O Coronel fez parte da equipe brasileira que iria às Olimpíadas o México em 1954, porém, a grande frustração foi que essa equipe não pôde ir aos Jogos Olímpicos por problemas financeiros. Ele se considera um cavaleiro eclético, pois já praticou várias modalidades dentro da equitação, entre elas está em destaque o adestramento e o pólo, esporte em que já foi campeão brasileiro. Como treinador o Coronel formou e ainda vem formando vários cavaleiros vencedores. Entre eles está o campeão olímpico, Nelson Pessoa (pai do também campeão Rodrigo Pessoa), o qual o Coronel teve a oportunidade de dar algumas orientações quando ele ainda era criança em Brasília, João Reinoso Fernandes (o alfinete), Victor Alves Teixeira (ainda garoto em Brasília) e muitos outros cavaleiros que fizeram e ainda fazem parte da elite do hipismo clássico brasileiro.
Segundo o Coronel, quando chegou em Cuiabá poucas pessoas praticavam hipismo, porém era um hipismo rural e incipiente. Ao iniciar o treinamento hípico na Acrimat, ele aproveitou as pessoas que praticavam o hipismo rural e organizou provas para preparar esses competidores para uma atividade hípica mais técnica e racional, que é o hipismo clássico. “O desenvolvimento do hipismo em Mato Grosso se deu, realmente, a partir da
criação da Federação Hípica de Mato Grosso (FHIMT), que proporcionou um intercâmbio com a cidade de Campo Grande – MS. Em Campo Grande já se fazia hipismo há mais ou menos cento e cinqüenta anos, em função das Unidades de Cavalaria do Exército, que estimulavam a prática do esporte, e seu adiantamento.
Assim que se fez esse intercâmbio o hipismo em Mato Grosso cresceu muito, a ponto de hoje, estar igual ou até melhor que o de Mato Grosso do Sul,” comenta o Coronel. Coronel Hoje ministra aulas no Centro Eqüestre de Várzea Grande, de sua propriedade, para um número limitado de alunos, devido ao desgaste físico. Porém, os instrutores do Centro Eqüestre, todos foram formados por ele, e são da mais alta qualidade técnica e profissional. “A iniciação no esporte requer um cuidado especial, pois um começo errado pode prejudicar toda a evolução do aluno. O começo é um pouco repetitivo e até chato, mas vencido o primeiro mês se torna
prazeroso e vai até o resto da vida. O hipismo, além de ser um esporte completo, também é um esporte radical, pois é pura técnica, lances arriscados, e contado direto com a natureza”, diz o Coronel.
O coronel costuma definir sua paixão pelo hipismo como sendo genética, pois para ele, quando uma criança vê um cavalo a primeira coisa que quer fazer é montar, portanto é algo que já está no sangue. “O cavalo foi a primeira conquista do homem, as nações que evoluíram foram aquelas que dominavam a técnica de montaria do cavalo. Ele foi, até cem anos atrás, o que de mais rápido havia no mundo. Então, a minha
paixão pelo hipismo, por essas e outras razões, é genética e difícil de mudar, vai até o resto da vida,” assim o Coronel define o que sente pelo hipismo.